Batalhas da nossa vida – antes e agora.

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Todo dia é uma batalha – Quem nunca ouviu isso? Mas por que devemos desde sempre nos preparar para a batalha?

 

Estou lendo a sequência de livros de Bernard Cornwell, SHARPE, devo estar no décimo, perdi as contas, e a história em si é uma trama de toda luta que teve a Inglaterra contra outros países, desde a invasão na Índia até as guerras napoleônicas que é onde me encontro agora.
E em quesito comparação, estarei este mês deixando o “conforto” do CLT para tentar a vida no autônomo. Esta é a minha batalha atual, na qual represento muito bem uma parcela dos brasileiros em busca de um sonho.

Para que não confundam, não estou citando um história fictícia, afinal, Bernard Cornwell conta a história real mas sempre colocando um ou mais personagens fictícios no meio dela apenas para dar segmento nos fatos acontecidos. Tanto que no final de cada livro, a nota do autor retrata tudo o que ele buscou em relação aos acontecimentos do que ele acabara de contar em seu livro. Por estas e outras, compararei como se preparavam para as batalhas e como nós nos preparamos, e sim, baseado em fatos reais registrados em quaisquer livros de história.

Antes da revolução industrial, tudo era muito demorado, pense assim, se um país perde uma guerra, a baixa de pessoas vivas dele é alta, ou seja, muitas mortes, se vence, precisa juntar os cacos refazer leis, mudar costumes, lidar com novas vidas pois sempre pegavam refém, principalmente mulheres para seus soldados.
Então para que fossem para uma nova batalha, a não ser que fosse realmente uma guerra e aí nem refém faziam, o tempo todo era batalhado, então não sendo em guerra e sim batalha por território, levaria aí coisa de 6 meses ou mais para novos ataques até mesmo por questão de colheita, e estoque de comida para o exércitos e vários motivos mais.

Eu me sinto assim. Estamos em nossas batalhas, e as vezes vencemos mas quando perdemos, ficamos arrasados, devastados, queremos saber o porquê, e as vezes até sabemos, e então o porquê é o que menos importa, queremos mesmo é saber “E agora?”. Há guerreiros que saiam dessa situação com facilidade, aquele guerreiro que treinou todo dia, não fez corpo mole, mesmo perdendo a batalha deu o melhor de si, está vivo, afinal, não se ganha uma guerra sozinho, ele dependeu de outras pessoas, que não foram tão boas quanto ele. Acontece que a próxima batalha deste guerreiro será tranquila, pois ele se mantém treinando, e seus superiores vêem isso, logo ele subirá de cargo. Será um líder, repassara seus aprendizados e sua técnicas. Parece mesmo que estou falando de pessoas que enfrentaram barreiras de escudos, passando por cima de corpos dos quais ele conhecia e tinha partilhado comida com estas pessoas horas antes? Quanta similaridade há entre ele e eu? Você?

Eu vejo tudo isso como preparo. Afinal, você sai de sua casa, vai trabalhar volta e vê televisão, dorme e vai trabalhar. Você se encaixaria bem no papel daquela pessoa que estava por baixo quando o herói passou fazendo o que era pra você ter feito. Eu não quero ser assim. Não quero que minha última refeição seja marcada pelo medo de sair para mais uma batalha e talvez nunca mais voltar dela. Também não quero ser o cara que tem sorte, pois está sempre se escondendo perto de um herói, e aí o teremos como proteção, um dia o herói pode fazer um movimento que lhe salvará a própria vida, e você não se salvará porque não estava preparado. Digo isso porque, pode ser que você tenha um amigo que é muito bom no trabalho dele, te coloca para trabalhar com ele, mas como você o conhece você relaxa e faz pouco por merecer estar ali. Se este amigo que trabalha bem, recebe uma proposta melhor ele vai aceitar, você fica. Estará “morto” neste trabalho.

Viver é difícil, veja bem, sou um cara de quase 32 anos falando como se tivesse 1000. Mas não serão minhas palavras que farão diferença pra você e sim o que realmente te motiva a viver. Numa história antiga, há o líder (Rei, Major, Herói). Há bravos soldados (aqueles em que o líder confia cegamente porque sabe do valor que este soldado tem – futuro herói, líder). Há soldados de linha de frente (Escaramuçadores). Sua única virtude é a coragem, normalmente os primeiros a morrer (quem são estas pessoas entre nós? São aqueles que jogam a toalha para o ensino, e buscam facilidades, como trabalho rápidos que dão dinheiro em temporada, e estão sempre rodando de emprego para emprego sem deixar saudade). O que há na nossa história atual? O líder (pode já ser seu chefe, seja lá como ele chegou ali, ele é líder). Há o funcionário de respeito, o profissional (é quem busca o conhecimento, que busca crescer que não quer um emprego, quer um trabalho, ele não quer ser somente um funcionário, quer ser funcional, quer agregar valor para ele e para os seus). E existe por fim o peão, mas não confunda com peão de obra, peão da firma. Me refiro à sua mentalidade, me refiro ao peão do xadrez, aquele que num passado distante seria o escaramuçador, que passa metade da vida ganhando o que precisa para sustentar a si próprio e talvez mais alguém.

Falo isso pensando no agora e não numa história mais recente, mas estamos em 2016, tem muita escola por aí mesmo sabendo da “crise” que se fixa cada vez mais em nosso cenário, muita gente é ignorante de em conhecimento por escolha. Por mais que não haja escola, muita gente tem acesso à internet e cabe a esta pessoa usa-la para buscar conhecimento, ou buscar fofoca no facebook. Como diz uma velha frase conhecida desde que eu era uma criança…
“Não falta trabalho, falta gente qualificada para ele.”

Lembre-se, Herói, Bravo Soldado, ou Escaramuçador.
E então, quem você realmente quer ser?

Ivan Oliveira
We can be Heroes, just for one day – David Bowie

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